DINHEIRO
NA SEMANA
SAÚDE
Enfim, os genéricos
Demorou sete anos e cinco ministros da Saúde para que os medicamentos
genéricos fossem finalmente liberados. Na quarta-feira, 2, o governo
autorizou a fabricação de seis remédios que poderão custar até
50% mais barato que os medicamentos, produzidos pelos laboratórios
tradicionais. Os genéricos serão identificados pelo nome científico
do medicamento enquanto os fabricados pelos laboratórios são conhecidos
por nomes fantasia. O ministro da Saúde José Serra já avisou que
os hospitais públicos vão ter que comprar medicamentos genéricos.
A luta para criação dos remédios sem grife e de preço mais baixo
foi iniciada em 1993 com o então ministro da Saúde Jamil Haddad.
Em tempo: apesar da liberação dos genéricos e de a Comissão Parlamentar
de Inquérito (CPI) abrir processos contra 47 empresas do setor,
os laboratórios reajustaram seus preços em até 97%.
FUSÕES
Mannesmann diz sim
Depois de três meses de pressão, a empresa alemã Mannesmann não
resistiu e capitulou: a companhia decidiu aceitar a proposta de
compra feita pela inglesa Vodafone Air Touch no valor de US$ 190
bilhões. Essa é a maior fusão da história. A aquisição coloca
nas mãos dos ingleses 10% do mercado mundial de telefonia móvel,
o que equivale a 42 milhões de aparelhos celulares.
RONALDINHO
Na luta contra a fome
O jogador Ronaldinho é o mais novo integrante do time de embaixadores
da Organização das Nações Unidas. O milionário craque fará jus
a um salário simbólico de US$ 1 por ano para defender a causa
dos pobres do Terceiro Mundo. Na terça-feira 1, ele recebeu o
passaporte diplomático das mãos de Mark Brown (foto), representante
da ONU. O atleta prometeu mergulhar de cabeça na tarefa. Os números
mostram que a erradicação da pobreza e do analfabetismo é mais
fácil do que parece. Para acabar com o analfabetismo no planeta,
por exemplo, especialistas calculam ser necessário pouco mais
de R$ 10 bilhões. Quantia equivalente à metade do que os europeus
gastam, por ano, apenas com o consumo de sorvete.
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