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CORRETORAS
O
touro pula a cerca
Merrill Lynch
quer trabalhar como banco
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(Foto:
AP)
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| NOVOS
RUMOS: A corretora oferecerá financiamento habitacional |
Nos anos da Grande Depressão, a lei americana estabeleceu uma
série de regras que criavam separações rígidas entre bancos, seguradoras
e corretoras. No ano passado, uma mudança de legislação eliminou
grande parte das barreiras que impediam cada companhia de atuar
em outras áreas. O resultado? Na semana passada a Merrill Lynch,
a maior corretora do planeta, anunciou que vai lançar produtos
tipicamente bancários, como contas remuneradas, e oferecer financiamento
para compra de imóveis através de um site na Internet. É um novo
passo na dança da desregulamentação. "Os bois estão cruzando a
cerca para pastar no quintal do vizinho", descreve Samuel Hayes,
professor de finanças na Universidade de Harvard.
O jogo de invasão de fronteiras se transformou numa
briga de foice que só deve engrossar nos próximos meses. A American
Express já criou um banco on-line e anunciou, na semana passada,
que irá engordar sua linha de produtos. A Charles Schwab, maior
concorrente da Merrill, anunciou a aquisição do U.S. Trust Corp,
um banco com patrimônio de US$ 2,7 bilhões. Os planos da Merrill
não são de criar um banco de varejo, mas atrair clientes ricos
e explorar alguns tipos de operações, mais lucrativas. Não deve
ser difícil. Ela hoje possui US$ 119 bilhões em contas de depósito
no mercado monetário. Se esse volume todo fosse de contas correntes
comuns, a corretora ocuparia o décimo lugar no ranking dos maiores
bancos dos EUA.
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