09 de fevereiro de 2000 - nº 128 

Pré-datado de plástico
O cerco aperta sobre Chico Lopes
O dínamo da E * Trade
Fundo perdido
O touro pula a cerca







CORRETORAS
O touro pula a cerca
Merrill Lynch quer trabalhar como banco

(Foto: AP)
NOVOS RUMOS: A corretora oferecerá financiamento habitacional

Nos anos da Grande Depressão, a lei americana estabeleceu uma série de regras que criavam separações rígidas entre bancos, seguradoras e corretoras. No ano passado, uma mudança de legislação eliminou grande parte das barreiras que impediam cada companhia de atuar em outras áreas. O resultado? Na semana passada a Merrill Lynch, a maior corretora do planeta, anunciou que vai lançar produtos tipicamente bancários, como contas remuneradas, e oferecer financiamento para compra de imóveis através de um site na Internet. É um novo passo na dança da desregulamentação. "Os bois estão cruzando a cerca para pastar no quintal do vizinho", descreve Samuel Hayes, professor de finanças na Universidade de Harvard.

Envie esta página para um amigo O jogo de invasão de fronteiras se transformou numa briga de foice que só deve engrossar nos próximos meses. A American Express já criou um banco on-line e anunciou, na semana passada, que irá engordar sua linha de produtos. A Charles Schwab, maior concorrente da Merrill, anunciou a aquisição do U.S. Trust Corp, um banco com patrimônio de US$ 2,7 bilhões. Os planos da Merrill não são de criar um banco de varejo, mas atrair clientes ricos e explorar alguns tipos de operações, mais lucrativas. Não deve ser difícil. Ela hoje possui US$ 119 bilhões em contas de depósito no mercado monetário. Se esse volume todo fosse de contas correntes comuns, a corretora ocuparia o décimo lugar no ranking dos maiores bancos dos EUA.

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