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AUTOMÓVEIS
A
máquina de idéias da Citroën
Centro
tecnológico da montadora cria e testa os carros antes de chegarem
à linha de montagem

O modelo
DS: capacidade para andar sem uma das rodas salvou a vida
do presidente Charles de Gaulle |
Pensar um carro. Essa é a tarefa dos 800 engenheiros que
trabalham no centro tecnológico do grupo PSA Peugeot-Citroën
localizado em Velizy, a oeste de Paris. É lá que
os automóveis de ambas as marcas são criados e testados
antes que a autorização final às linhas de
montagem seja dada. Os modelos Picasso e 206, por exemplo, respectivamente
da Citroën e da Peugeot e que serão produzidos no
Brasil a partir do final do próximo ano, deram seus primeiros
roncos de motor nas instalações desse centro. Para
a Citroën, a tradução mais completa do trabalho
desse corpo de engenheiros é ter à disposição
o mais moderno sistema de suspensão do mundo. Essa é
uma tradição iniciada em 1924 pelo fundador da marca,
André Citroën, que lançou o 7 CV Traction Avant,
o primeiro carro com suspensão independente nas quatro
rodas. A busca pela estabilidade do automóvel começava.
O grande salto tecnológico surgiu em 1955, quando os engenheiros
de Velizy criaram o DS, conhecido no Brasil como Sapo.
Seu sistema permitia que o carro andasse sem uma das rodas, uma
proeza que salvou a vida do presidente da França, o general
Charles De Gaulle. Em 1962, quando um atentado furou um dos pneus
do DS presidencial, o motorista não perdeu o controle.
Mesmo sendo absorvida pela Peugeot em 1974, a Citroën não
perdeu a liderança tecnológica. O coroamento de
sua tradição veio em 1989, quando os cérebros
de Velizy criaram a suspensão Hydractive, capaz de compensar
as ondulações do terreno através de um complexo
conjunto de sensores eletrônicos. Após o lançamento
desse sistema, a empresa fez um desafio mundial: aquele que capotasse
um Citroën ganharia outro novinho em folha. Até hoje
ninguém reclamou o prêmio.
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