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Final Fantasy reacende discussão sobre personagens digitais

Quinta, 12 de julho de 2001, 11h25

Divulgação
Doutora Aki Ross, de Final Fantasy, e Jar Jar Binks, de Guerra nas Estrelas
A primeira superprodução realizada com elenco completo de personagens humanos animados pelo computador, Final Fantasy : The Spirits Within, anuncia uma nova era. Nela, certos atores parecem ter seus dias contados, podendo ser substituídos por colegas virtuais.

  • Veja trailer do filme

    Depois do pioneiro Toy Story (1995) e de outros grandes sucessos do cinema de animação com ajuda do computador como Antz (Formiguinhaz, 1998), A Bug's Life (Vida de inseto, 1998) e mais recentemente Shrek (2001), a Columbia Pictures vai mais longe com a criação de atores virtuais para Final Fantasy, lançado nesta quarta-feira nos cinemas americanos.

    "É claro que nós não temos o sentimento de ter criado personagens dotados de qualidade fotográfica real, mas sabemos que nos aproximamos mais disto do que qualquer um conseguiu antes", explicou o produtor do filme, Chris Lee, à revista Entertainement Weekly.

    Os personagens de Final Fantasy são muito mais perfeitos do que seus antecessores, com detalhes mais realistas, como movimento dos cabelos e utilização olhar. Apesar disso, suas expressões não podem ser comparadas a dos atores reais.

    A tecnologia continua a avançar, deixando certas celebridades inquietas a respeito dos atores digitais e o que eles podem representar para produtores sem grandes exigências artística e profissional.

    "Isto me preocupa bastante", afirmou recentemente o ator americano Tom Hanks. Ele mostra bastante desagrado com a possibilidade de atores virtuais interpretarem personagens aos quais ele se dedicou tanto.

    Voz humana

    "Não acredito que um dia utilizarei o computador para criar um personagem humano, simplesmente porque isto não funicona. É necessário ter atores", afirmou o diretor George Lucas, cuja criatura virtual Jar Jar Binks em Guerra das Estrelas alimentou o medo de Hollywood.

    A tecnologia de filmes de animação continua a pedir a participação de atores em quadros, para capturar seusmovimentos para criar personagens virtuais.

    A voz humana continua igualmente indispensável e Alec Baldwin, Steve Buscemi, Peri Gilpin, Ming-Na, Ving Rhames, Donald Sutherland e James Wood emprestaram as suas ao Final Fantasy.

    O filme, inspirado na série de videogames de mesmo nome que vendeu mais de 33 milhões de unidades no mundo todo, foi produzido e dirigido por seu criador Hironobu Sakaguchi. A produção alia ficção científica, filosofia oriental e respeito à ecologia.

    Em 2065, a terra é invadida por extraterrestres decididos a destruir o planeta e exterminar a raça humana. Somente uma mulher, a doutora Aki Ross - uma bela heroína virtual, mistura de Love Hewit e Bridget Fonda, com a voz de Ming Na - pode vencer os extraterrestres. Mas ela deve lutar contra o tempo, pois sofre de uma doença mortal.

    Um pouco além do limite entre videogames e filmes, uma edição especial em DVD deve ser lançada no próximo ano. Ela vai permitir que o espectador interaja com o filme, como se fosse um videogame.

    Prova da importância que Hollywood dá ao cinema de animação, um novo Oscar foi criado em junho pela Academia de Artes e de Ciências Cinematográficas para recompensar o melhor filme de animação.

    Veja também:

  • Final Fantasy surpreende pelo realismo

    AFP

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