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Música na rede
Primeiro, ficou fácil de redigir, armazenar, copiar e editar textos. Depois, foram as imagens: encontrar figuras na Internet, escanear fotos domésticas, "baixar" fotografias digitais, montar álbuns, anexar aos emails e mandar para todos aqueles informatizados e conectados à rede. Por último, foram as músicas e vídeos. Aos poucos, todas as mídias estão migrando para o computador e, naturalmente, isso vem gerando polêmica e debates. A música na Internet, no entanto, é o que mais tem se discutido nos últimos tempos.
O maior problema gerado pela música na web é a questão dos direitos autorais e de reprodução, que são violados com freqüência. O pivô desta polêmica foi o Napster, programa criado em 1999, nos Estados Unidos, através do qual os usuários podiam trocar músicas pela web, de graça. Dessa maneira, bastava as pessoas estarem conectadas à rede para estarem habilitadas a procurar suas canções favoritas e baixá-las para seu computador. O programa se popularizou, se espalhou pelo mundo e se tornou uma das maiores dores de cabeça das gravadoras e de muitos artistas. Através de uma ação da justiça norte-americana, o Napster foi obrigado a deixar de existir, mas o debate não se encerrou. Diversos outros programas seguiram o rastro do precursor e continuam disponibilizando músicas de graça pela Internet. Apesar de o mais famoso ser o KaZaA, o site After Napster oferece uma lista de outros mais de 50 programas similares.
Uma maneira prática de se ouvir música utilizando a Internet é acessando os sites de tradicionais rádios analógicas, já que hoje a maioria delas já disponibiliza transmissões de seus programas via web. Esta acaba sendo a solução para pessoas que são obrigadas a se mudar de cidade (estado ou país!) e não podem mais sintonizar a sua estação favorita. No site !Rádios ao Vivo, há um catálogo com todas as rádios brasileiras AM e FM que possuem programação digital. No entanto, quem não gosta de ficar preso à estrutura determinada pelas rádios pode experimentar a Usina do Som. O site oferece mais de cem mil músicas em formato streaming, ou seja, são executadas mas não ficam armazenadas no computador, dispensando a necessidade de download.
Os portais também oferecem este tipo de serviço, como é o exemplo da Rádio Terra, onde você pode escolher seus artistas preferidos, ouvir seleções de outros usuários e ficar por dentro dos lançamentos das gravadoras. São mais de 50 mil músicas disponíveis para qualquer internauta, pois não há necessidade de ser assinante do provedor para utilizar o serviço. A Rádio Uol apresenta um programa de Jazz que traz clássicos e músicas que representam as tendências atuais do gênero. O portal Brasil Online não dispõe de uma rádio própria, mas possui links para a lista Billboard, guia sobre mp3 e uma lista com os melhores sites de busca a músicas.
Apesar de existir por menos de cinco anos, o Napster já fez história. A queda-de-braço entre gravadoras e a Internet (e, por conseqüência, os internautas amantes da música) ainda está por se resolver. Algumas empresas decidiram enfrentar o problema de frente, como a Apple, que lançou o I-Tunes, um serviço de venda de músicas via web com preços a partir de 99 centavos de dólar. Resultado: mais de 3 milhões de músicas vendidas no primeiro mês. Bandas como o U2 lançaram alguns de seus clássicos e viram o sucesso da nova fórmula. Enquanto as gravadoras não se empenham em se adaptar à nova tecnologia e às novas possibilidades, os usuários encontram maneiras alternativas - e ainda ilegais, é preciso lembrar - de utilizar a Internet como fonte de entretenimento. O Napster levantou a questão. E agora? Até quando os internautas terão de esperar para poderem desfrutar das facilidades da Internet sem violar os direitos autorais e de reprodução dos artistas?
Anita Thorell - Redação Terra
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