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Pitta não fala sobre suborno no PAS

Terça, 27 de junho de 2000, 13h53min
O prefeito Celso Pitta recusou-se a comentar a tentativa de suborno no Plano de Atendimento à Saúde (PAS), segundo denúncia da chefe de gabinete, Maria Lúcia Tojal, da Secretaria Municipal da Saúde. Maria Lúcia acusou um consórcio de fornecedores do PAS de ter oferecido R$ 5 milhões ao então secretário, José Aristodemo Pinotti, que ocupou o cargo durante oito dias na gestão interina de Régis de Oliveira.

Quando questionado porque evita falar do assunto à imprensa, Celso Pitta esquivou-se e disse que somente falava sobre obras da sua administração. "Isso, eu não falo. Só falo do Cingapura", comentou o prefeito. Celso Pitta disse que seria desnecessário insistir sobre as açusações porque as respostas, segundo ele, já são conhecidas pela opinião pública.

O prefeito paulista visitou hoje pela manhã as obras da segunda etapa do Projeto Cingapura, no Jardim do Lago, Rio Pequeno, na zona oeste. Acompanhado da secretária de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Elisabete França, Celso Pitta caminhou entre as construções e conversou com alguns moradores, que o recepcionaram em um alojamento servindo-lhe salgadinhos, refrigerante e café.

Na segunda etapa do Projeto Cingapura, a Prefeitura pretende entregar, até outubro, 280 apartamentos de dois dormitórios, com área útil de 41,36 metros quadrados. Desse total, 15 apartamentos têm espaço adaptados para deficientes físicos e idosos. Na primeira fase do projeto, foram entregues, no Jardim do Lago, 156 apartamentos, concluídos em agosto de 1997. Até o final do ano, o prefeito Celso Pitta pretende entregar mais 10.106 apartamentos do Cingapura.

Desde o início da sua gestão, de 1997 a maio deste ano, a Prefeitura entregou 7.827 apartamentos. Segundo o prefeito, o total já supera em duas vezes o programa de habitação da gestão municipal anterior.

Pichações - O prefeito paulista garantiu que deve iniciar uma frente de trabalho para limpar as fachadas dos prédios municipais, para dar exemplo aos proprietários que serão intimados e pagarão multas se não pintarem os imóveis pichados. Pitta assegurou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) vai reforçar o policiamento para evitar a ação dos pichadores, que ele classificou como gangues de crime organizado. Celso Pitta disse que a Prefeitura também pretende organizar cursos para grafiteiros e adolescentes para que aproveitem o "talento de forma mais criativa".

Quando questionado se os proprietários de imóveis tornam-se vítimas, duas vezes, por terem o imóvel pichado e terem de pagar por isso, Celso Pitta afirmou que a Prefeitura e a população são responsáveis pelo asseio da cidade. "São Paulo não pode mais viver passivamente diante da degradação visual urbana, que está sendo esculpida por essas gangues", avaliou o prefeito. Segundo ele, a Prefeitura apenas está cumprindo a lei que existe desde a gestão de Jânio Quadros. "O movimento físico tem de surgir para evitar essa ação predatória. Por isso o governo municipal se sente responsável pela orientação", afirmou.

Segundo Celso Pitta, à medida que os proprietários de imóveis limpam as fachadas, a atividade de pichação tende a desaparecer. "O cuidado do imóvel por parte do proprietário também mostra a preocupação com a cidade de São Paulo", argumentou Pitta. Segundo ele, experiências em outros países mostram que a população tende a ser desatenta com o mau trato diante da depredação da paisagem urbana.
Agência Estado

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